"MEMORIALISTA RESGATA DOCUMENTOS"
Entre os documentos resgatados pelo Memorialista, GILTON BARRETO, presidente do Instituto Literário Viçosense está um LIVRO DE ORAÇÃO DO ANO DE 1938 da Senhora MARCELA FONTENELE, 1ª FILHA DE MARIA.
O Livro será doado para o MEMORIAL DA IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO, agora em dezembro, cuja gestora é a Senhora TEREZA CRSITINA MAPURUNGA DE MIRANDA.
"VIÇOSA DO CEARÁ: SOB UM OLHAR HISTÓRICO"
É o segundo livro que o memorialista Gilton Barreto, presidente do INSTITUTO LITERÁRIO VIÇOSENSE lançará brevemente em sua terra natal e na capital alencarina.
“Na política, na economia, na educação, no social, o historiador não deixou por menos, de esclarecer a todos os leitores a riqueza de nossa gente e da nossa cultura, não medindo esforço para que realmente fosse conhecida, a História da imponente Terra resguardada por Nossa Senhora da Assunção, e que tem Cristo Redentor, de braços abertos, abençoando seus filhos, recebendo com um olhar acolhedor a todos que nos visitam e por que não dizer, expondo no seu gesto majestoso a natureza bela que cinge todo o nosso município”, assim se expressou em seu livro a historiadora e professora Antonieta Fontenele Rocha de Carvalho.
O livro traz uma belíssima capa uma obra de arte do renomado pintor retratista Ernane Pereira, que retrata a construção das residências ao lado da igreja obedecendo à forma em quadra, mas que não era fechada completamente uma vez que no lado norte estava fincado uma elevação montanhosa conhecida como “morro do céu”.
Sendo uma representação da igreja primitiva, pelo menos da fachada o desenho traz a igreja com apenas uma entrada frontal, uma torre de sino, o aspecto triangular e duas janelas.
Este desenho foi feito por Freire Alemão em 1860 e se encontra na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, I-28, 11,55.
O livro em capa dura com XXVI capítulos foi incluso no III Edital Mecenas da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, por intermédio da Comissão Estadual de Incentivo à Cultura – CEIC e com fundamento no Art. 21 do Decreto 28.442/06.
O livro tem como base documentos que tão bem revelam a história da cidade e os manuscritos do Dr. Edgar Bezerril Fontenele, onde o mesmo retratava a genealogia das famílias viçosenses e alguns fatos históricos da cidade.
Esta obra revela-se uma importante contribuição historiográfica para o Ceará, não apenas devido à raridade dos documentos reproduzidos, mas pelo trabalho em busca de novas fontes, jamais divulgadas em livros e que trazem à tona este conhecimento.
Dentre os documentos presentes no livro, estão “carta do ex-intendente municipal e idealizador do Teatro D. Pedro II, fundado em 1909, quando esteve na Europa, mas precisamente em Lisboa no ano de 1903 para tratamento de saúde; carta de Fontenele Irmãos, negociantes residentes em Viçosa destinado a Câmara Municipal para a construção de um cemitério datada de 5 de janeiro de 1903; recibo do Gabinete Viçosense de Leitura (1916), da Irmandade do Santíssimo Sacramento (1900), da Igreja Matriz do ano de 1933, quando se alugava o banco mobiliário; carta de Florindo Ferreira de Araujo solicitando ao padre Beviláqua, pai do jurista Clóvis Beviláqia a certidão de Batistério de sua filha nascida em 20 de março de 1874 e que tal documento foi assinado e selado em réis pelo padre em 14 de julho de 1899; recibos da intendência municipal dos anos de 1893, 1897, 1899, 1903, 1905, 1906; recibo da empresa municipal de eletricidade datada de 1949, Circular do Palácio do Governo do Ceará datado de maio de 1854 a presidência e vereadores da Câmara de Vila Viçosa; carta de nomeação do governador Faustino de Albuquerque e Sousa datada de 12 de abril de 1947; orçamento da Câmara Municipal dos anos de 1915 e 1919, carta do vigário padre Henrique no ano de 1940; carta de marechal Bezerril Fontenele de 1915 e título de eleitor do ano de 1935, bem como outros documentos.
O livro tem a visão histórica, daí o título “Viçosa do Ceará: sob um olhar histórico”, pois nele se encontram os vários relatos de historiadores que ali estiveram como: Dr. Edgar Bezerril Fontenele, padre Antônio Vieira, padre Antônio Vieira cearense, Carlos Studart Filho, Barão de Studart, Thomaz Pompeu Sobrinho, Antônio Bezerra, Álvaro Gurgel de Alencar, Selvas Bragas, Luiz Barba Alardo de Menezes, Silva Paulet, J. C. Alencar Araripe, bem como viçosenses escritores e historiadores.
O livro traz fatos inéditos como os juízes viçosenses desde 1842, os juízes da Irmandade do Santíssimo Sacramento, os intendentes municipais desde 1890, revelando que Lamartine Nogueira não foi o primeiro intendente municipal, inscrições rupestres levantadas do original do ano de 1953 pelo saudoso José Victor Fontenele Filho, nomes das diversas ruas e praças viçosenses, os jornais viçosenses, os ouvidores, desembargadores, corregedores geral da comarca de Viçosa do ano de 1768 a 1819, leis, cartas régias, provisões, termos de juramentos, decretos, nomeações, resoluções e registros; comissão censitária do município de Viçosa; genealogia de famílias tradicionais, biografias divididas (cultura – literatura – não viçosenses que fizeram história na terra de Cândido do Espírito Santo Magalhães, viçosenses que fizeram e fazem história na terra de Clóvis Beviláqua e General Tibúrcio e filhos da guerra, da justiça e do amor, encerrando com efemérides desde o ano de 1582.
O lançamento do livro acontecerá em agosto de 2012 em Viçosa do Ceará em dois locais: um na sede do Instituto Literário Viçosense e o outro local a ser definido entre o Memorial Clóvis Beviláqua e o Teatro D. Pedro II. Em Fortaleza o lançamento do livro acontecerá no Museu Histórico do Ceará.
O autor, Gilton Barreto nasceu em Viçosa do Ceará em 19 de julho de 1972, filho de Oséas Costa de Castro e Francisca Vânia Barreto de Castro, natura de Granja/CE, e o seu maior orgulho e resgatar e preservar a história de seus ascendentes.
GILTON BARRETO
Memorialista
Fonte:Viçosa do Ceará: Sob um olhar histórico de Gilton Barreto